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Raul Seixas (1945/1989) 

Origem:                   Wikipédia, a enciclopédia livre.
Conheça também:   http://portal.raulrockclub.com.br
                                http://www.mpbnet.com.br/musicos/raul.seixas/index.html


Raul Santos Seixas
(Salvador, 28 de junho de 1945 — São Paulo, 21 de agosto de 1989), o "Raulzito", "Maluco Beleza", foi um cantor e compositor anarquista brasileiro, pioneiro do rock and roll nacional. Por isso, ficou conhecido como o pai do rock and roll brasileiro. Ao todo, de seus 44 anos, gravou 21 discos.
Filho do casal Raul Varella Seixas e Maria Eugênia Seixas, Raul cresceu na cidade de Salvador. Tinha um irmão, quatro anos mais novo, Plínio Seixas.
Em casa obtém uma cultura que o faz adiantar-se àquilo que era ensinado nas escolas, mergulhando nos livros que tinha à disposição, na biblioteca do pai.
Seu gosto musical foi se moldando: primeiro, no rádio, acompanha o sucesso de Luiz Gonzaga, e nas viagens, onde acompanha o pai (inspetor de ferrovia), ouve os matutos desfiarem repentes - e esta "raiz" nordestina nunca o abandonara.
Num segundo momento, nas telas dos cinemas, encanta-se com o talento de Elvis Presley, de quem torna-se fã - e aponta-lhe o rumo musical: o Rock'n Roll. Sempre gostou também de clássicos do rock dos anos 50 e 60.
Em 1962, monta o Relâmpagos do Rock, seu primeiro grupo musical. No ano seguinte, o nome do grupo muda para The Panters e Raul consegue passar para a quarta
série ginasial. Em 64, se tornariam o grupo mais caro de Salvador. Ficam conhecidos na Bahia, fazendo shows em várias cidades. Raul desiste dos estudos e se profissionaliza. Dois anos depois conhece a americana Edith Wisner, filha de um pastor. Atendo um pedido dos pais e da própria Edith, Raul promete deixar a vida de artista e retornar os estudos. Presta vestibular para Direito e passa entre os primeiros colocados. Em 67, casa-se com Edith. Dá aulas de violão e inglês e tenta estudar Psicologia. Jerry Adriani o convida para acompanhá-lo em sua turnê pelo Norte do país. Raul reúne Os Panteras e acabam todos indo para o Rio de Janeiro. Em 1968 é lançado o primeiro LP, Raulzito e Os Panteras pela gravadora Odeon, em 1967 - que foi um total fracasso.
Após algum tempo, volta ao Rio, em 1970-71, contratado por outra gravadora - a CBS. Ali participa da produção de diversos artistas da Jovem Guarda, como Jerry Adriani, Leno e Lilian, entre outros.Mas Raul acaba se rebelando. Aproveitando a ausência do presidente da empresa, Evandro Ribeiro, grava seu segundo LP (intitulado Sociedade da Grã-Ordem Kavernista Apresenta Sessão das 10), em que faz parceria com Sérgio Sampaio, Miriam Batucada e Edy Star. O disco, todavia, foi retirado do mercado sob o argumento de não se enquadrar à linha de atuação da gravadora.
Em 1972 participa do VII FIC (Festival Internacional da Canção), promovido pela Rede Globo, e conseguiu a classificação de duas músicas, "Let me sing" e "Eu Sou Eu Nicuri é o Diabo", o que lhe deu projeção nacional
No ano de 1973, já contratado da Philips, grava o LP Krig-Ha, Bandolo, com o qual Raul alcançou finalmente o sucesso, estabelecendo a parceria com o hoje escritor Paulo Coelho.
No ano de 1974, por divulgar a Sociedade Alternativa nas suas apresentações, acabou sendo preso e torturado pelo DOPS, exilando-se nos Estados Unidos. No entanto, o sucesso do seu LP Gitã e da música Gita, que lhe rendeu um disco de ouro, após vender 600.000 cópias,e logo depois conseguir vender 1 milhão, fazem-no retornar ao Brasil. Neste ano separa-se de sua primeira mulher, Edith Wisner, com quem teve uma filha.
Em 1975, casa-se com Gloria Vaquer, e grava o LP "Novo Aeon".
Em 1976, grava o disco "Há Dez Mil Anos Atrás", e tem sua segunda filha, Scarlet.
Lançou mais outros três discos pela WEA, a partir de 1977, que fizeram sucesso de público e desgosto na crítica. Por volta deste período, intensifica-se a parceria com o amigo Cláudio Roberto, com quem Raul comporia várias de suas canções mais conhecidas, como "Maluco Beleza", "O Dia em que a Terra Parou", "Rock das Aranhas", "Aluga-se" etc.
A partir do ano de 1978, começa a ter problemas de saúde devido ao consumo de álcool, que lhe causa a perda de 1/3 do pâncreas. Separa-se de Glória, que vai embora para os EUA levando a filha Scarlet. Neste ano, conhece Tania Menna Barreto, com quem passa a viver.
No ano de 1979, separa-se de Tania. Interna-se para tratar do alcoolismo. Conhece Angela Affonso Costa, a Kika Seixas, sua quarta companheira.
No ano de 1980, assinando novamente contrato com a CBS, lançou apenas mais um álbum (Abre-te Sésamo) e rescindiu o contrato.
Em 1981 nasce a terceira filha, Vivian, fruto de seu casamento com Kika.
Seus dois discos seguintes (Raul Seixas - 1983 e Metrô linha 743 - 1984) e o livro As Aventuras de Raul Seixas na Cidade de Thor fizeram sucesso, mas depois Raul teve as portas fechadas novamente, devido ao seu consumo excessivo de álcool e constantes internações para desintoxicação.
Em 1985, separa-se de Kika Seixas. Faz um show, em 1 de dezembro deste ano, no Estádio Lauro Gomes, na cidade de São Caetano do Sul. Só voltaria a pisar no palco no ano de 1988, ao lado de Marcelo Nova.
Conseguindo um contrato com a gravadora Copacabana, em 1986, grava um disco que foi grande sucesso, estando presente até em programas de televisão, como o Fantástico. Nesta época, conhece Lena Coutinho, que se torna sua companheira. A partir desse ano, estreita relações com Marcelo Nova (fazendo uma participação no LP "Duplo Sentido", da banda Camisa de Vênus). Um ano mais tarde, 1988, já sozinho, faz seu último álbum solo (A Pedra do Gênesis). A convite de Nova, faz alguns shows em Salvador, após três anos sem pisar num palco. No ano de 1989, faz uma turnê com Marcelo Nova, agora parceiro musical, totalizando mais de 50 apresentações pelo Brasil.
O último disco lançado em vida foi feito em parceria com Marcelo Nova, intitulado "A Panela do Diabo", que foi lançado pela Warner Music Brasil dois dias antes da sua morte. Raul Seixas faleceu dia 21 de agosto de 1989, aos 44 anos. Seu corpo foi encontrado às oito horas da manhã, pela sua empregada, Dalva. Foi vítima de parada cardíaca: seu alcoolismo, agravado pelo fato de ser diabético, e por não ter tomado insulina na noite anterior, causaram-lhe uma pancreatite aguda fulminante. O LP " A Panela do Diabo" vendeu mais 100.000 cópias, rendendo ao Raul um disco de ouro póstumo, entregue à sua família e também a Marcelo Nova (parceiro de Raul, com quem gravou o LP), tornando-se assim um dos discos de maior sucesso do eterno Maluco Beleza.

   



Capas de alguns dos discos lançados por Raul Seixas

Página inserida em 31/08/2008

 
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