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Peppino di Capri (1939) 
   
Origem: Wikipédia, com acréscimos
Conheçam também: Brasil 2019
  52 musicas para ouvir
Site oficial: http://www.peppinodicapri.net/
Facebook https://www.facebook.com/officialpeppinodicapri/
 

Peppino di Capri, nome artístico de Giuseppe Faiella nascido em Capri no dia 27 de julho de 1939, é um cantor italiano.
Originário de uma família de músicos (o avô participou de uma banda em Capri e o pai, Bernardo, que possuía uma loja de discos e instrumentos musicais no seu tempo livre tocava sax, clarinete, violoncelo e contrabaixo em uma orquestra),
“- Meu pai tocava vários instrumentos em uma banda e meu avô tocava um clarinete pequeno, chamado quartino... minhas primeiras apresentações aconteceram em boates. “Tocava seis horas por noite e assim que parava, o dono perguntava: ‘Por que parou?’ E aos poucos fui construindo um público.”  Em 2014 para o Programa do Jô.

Precoce, se exibiu pela primeira vez com a idade de quatro anos, em 1943, tocando piano diante das tropas americanas na ilha natal durante a guerra.
Com seis anos começou estudar piano com uma severa professora alemã, em Nápoles, mas em 1953 (com 14 anos) começou a se exibir com o amigo Ettore Falconieri, baterista, nos night-clubs de Capri, com a denominação de “Duo Caprese”, a professora ao tomar conhecimento do fato, decidiu deixá-lo, ainda mais porque que ele escolheu se dedicar ao nascente rock’n’roll, música de origem americana.
Em 26 de agosto de 1956 (16 anos), Pepino e Falconieri chegaram à TV no programa Primo Applauso, conduzida por Enzo Tortora. Tratava-se de uma espécie de concurso onde, apesar de terminarem em primeiro, não ganharam contratos discográficos.

Com Falconieri, conhecido como Bebè, à bateria, e outros amigos (Pino Amenta no baixo, Mario Cenci na guitarra e Gabriele Varano no sax), formou, em 1957, um grupo chamado “I Capri Boys” inspirado nos típicos grupos jazz/swing americanos. Obtiveram bom sucesso nos vários locais das duas ilhas do golfo de Nápoles, por vezes reelaborando sucessos de época napolitanos ou americanos, ou até de composição própria. O guitarrista napolitano Mario Cenci se revelaria muito prolífico e criativo na composição. Naquele mesmo ano Peppino e Cenci se inscrevem na SIAE. O cantor assinara todas as suas canções até 1989 com o seu nome de batismo.
Naquele ano os dois compõem canções como “Let me cry” (sua primeira) e reelaboram peças como “Last train to San Fernando”, “Resta cu'mme” e “Strada 'nfosa”, as duas últimas de Domenico Modugno.

Em um show em Ischia, em agosto de 1958, o grupo é notado por um dirigente da gravadora milanesa Carish que lhes propõe um contrato discográfico.
Em 26 de setembro os cinco músicos partem para Milão em um Fiat 1100 para interpretar dez músicas propostas pela gravadora. Quase todas eram músicas já tocadas pelo grupo nas noitadas locais. Mario Cenci sugere o nome Peppino, diminutivo de Giuseppe (Giuseppino), passando então a se chamar Peppino di Capri. A banda passou a ser “Peppino di Capri e i suoi Rockers”. No início a inspiração do grupo era a produção rock'n roll americana do fim dos anos 50, Peppino se inspirava na aparência de cantores americanos, principalmente o texano
Buddy Holly.

Anos 50 -  Michele Russo, Bebè e Peppino no "Gatto Bianco" 1958 - O “Peppino di Capri e i suoi Rockers” 1958 (dezembro) - Primeiro sucesso: Malatia

De 26 a 30 de setembro de 1958 o grupo gravou nos estúdios da gravadora Carish as dez músicas, que foram lançadas em cinco discos de 45 rpm. Em 20 de outubro foi lançado o primeiro: “Let me cry/You're divine dear”; em 9 de novembro o segundo: “L'autunno non è triste/Mambo alfabético”; o terceiro, lançado em 28 de novembro: “Pummarola boat/Nun è peccato”, foi muito bem recebido e se tornou um sucesso da música italiana. Em 6 de dezembro saiu o quarto: “Last train to San Fernando/Teach you to rock” e em 15 de dezembro saiu o quinto: “Mbraccio a mme/Malatia”.
É possível notar a tentativa de Peppino e seus colegas em renovar o ritmo e a sonoridade da música napolitana testando outras sonoridades como o mambo, o cha cha cha e o jazz. Em 16 de dezembro saiu seu primeiro álbum 33 rpm (LP) do cantor:
"Peppino di Capri e i suoi Rockers" que incluía todas as dez músicas lançadas anteriormente, resultando em um dos álbuns italianos mais vendidos no ano seguinte.

Em 1959 reelaborou sucessos do Festival de Sanremo e músicas famosas de cantores e grupos estrangeiros; recriou sete músicas do Festival de Nápoles daquele ano, uma delas: “Vieneme 'nzuonno”, fez muito sucesso na sua interpretação.
Teve, porém, que esperar até o final do ano para conseguir outro grande sucesso, a sua interpretação de “Voce e' notte”, clássico napolitano de 1905, o fez subir nas paradas de sucesso.

No ano de 1960 teve inicio sua consagração. Lançou quatorze 45 rpm e dois álbuns (LP) de grande sucesso, com presença constante nas paradas de sucesso.
No ano das Olimpíadas, “Peppino di Capri e i suoi Rockers” se exibiram no mítico Ballo dei Re, em Nápoles e no palácio Serra de Cassano.
Interpretou um dos seus maiores sucessos, “Nessuno al mondo”, versão italiana da ”No arms can ever hold you” (1955) de Pat Boone.
No verão gravou “A pianta e' stelle” e “Luna caprese”, revisão de um sucesso napolitano de seis anos antes mas que se tornou famosa como música de seu repertório. Termina o verão com “I te vurria vasá”, arranjo de uma canção de 1900, e “Per un attimo” e “Che vita”, essas últimas se tornariam trilhas sonoras de filmes.

Em 1961 começou também sua atividade cinematográfica, cantou em alguns musicais junto a Mina e outros cantores da época. Foi protagonista junto com Maurizio Arena do filme “Maurizio, Peppino e le indossatrici” (1961), exibindo outros sucessos como “Vicino o mare”, “Se piangi tu” e “Lassame”. Em maio casou-se com a modelo Roberta Stoppa.
Foi também um ótimo ano em sucessos de vendas, de “Ciento strade” a “Stanotte nun dormi”, à reelaboração da popular “Parlami d'amore Mariù”, à “Piscatore 'e Pusilleco”, ao cha cha cha “Cinque minuti”. Muitas dessas interpretações foram utilizadas em filmes da época.
Em dezembro lançou o fenômeno twist na Itália, com a música “Let's Twist Again”, criado alguns meses antes nos Estados Unidos por Chubby Cheker. A canção, em fevereiro de 62,  ficou por duas semanas na primeira posição da classificação e foi trilha sonora do filme “Twist, lolite e vitelloni”, no qual o cantor atuou novamente como ator.

 
1960 - Peppino di Capri e i suoi Rockers 1961 - Casamento com Roberta 1964 - Em frente a Catedral Notre Dame em Paris (FR)  

Em 1962, alcançou outros sucessos como “Scetate”, recriação de uma música napolitana de 1885; “Torna piccina”, uma música popular italiana dos anos 40; “Don't play that song”, mas sobretudo “St. Tropez Twist”, que o reconfirmou como o rei do twist na Itália. Em agosto do mesmo ano efetuou um tour pela Alemanha, no qual interpretava algumas músicas em alemão nunca lançadas na Itália. No fim do ano obteve ótimo sucesso com a sua versão de “Speedy Gonzalez”, de Pat Boone, que ficou na primeira posição por duas semanas.

Em 1963, participou e venceu a segunda edição do concurso Cantagiro, junto a Little Tony, com a musica “Non ti credo”. No mesmo ano alcança o topo da lista de sucessos com “Roberta”, dedicada à sua esposa, a modelo torinesa Roberta Stoppa, diz ele que era uma espécie de pedido de desculpas à ela, sem no entanto especificar porque..
Nesse período ainda fez várias turnês pelo mundo, se exibindo até ao xá da Pérsia: Reza Pahlavi. Interpretou ele mesmo, junto aos Rockers, no filme “Siamo tutti pomicioni”, dirigido por Marino Girolami.

Em 1964 participou da primeira edição de Un disco per l'estate com a canção “Sole due righe”, classificando-se em quarto lugar.

Propagando do show 1965 - Foto com os Beatles no final do show

Em 1965, com seu grupo, fez os shows de abertura dos Beatles em seus dois shows na Itália. No mesmo período interpretou a versão italiana de “Girl”, célebre sucesso dos rapazes de Liverpool.

Os três anos seguintes foram um período sem sucessos. Participou pela primeira vez do Festival de Sanremo com a canção “Dedicato all'amore”, que não chegou à final e não alcançou sucesso.

Em 1968, interpretou uma das primeiras canções do letrista Claudio Mattone, “È sera”, que entrou em disputa no festival Un disco per l'estate mas não alcançou boa vendagem, tornando-se reconhecida somente no decorrer dos anos seguintes como um clássico do seu repertório. No mesmo ano, por conta da crise nas vendas, Cenci e Varano abandonaram o grupo e foram substituídos por Piero Braggi na guitarra e Gianfranco Raffaldi no órgão e teclados.

Em 1969, se apresentou ao Festival de Nápoles com “Tu”, primeira música escrita com o letrista Mimmo di Francia, mas a música não obteve sucesso.
O cantor conheceu Giuliana, então estudante de biologia, quando já estava com seu casamento com Roberta Stoppa em crise. No mesmo ano se separou da esposa Roberta e no ano seguinte nasceu seu filho com ela: Igor.
Depois do lançamento do último 45 rpm para a Carish, abandonou a gravadora e fez uma reviravolta arriscada, fundou sua própria gravadora, a Splash.

A melhora começou em 1970 depois o lançamento de dois singles de pouca repercussão, o sucesso foi alcançado depois com “Me chiamme ammore” no Festival de Nápoles, voltando às paradas de sucesso. Lançou no fim do ano o álbum “Nápoles ieri - Nápoles oggi” e ao conseguir bons índices de venda, foi convencido a lançar um segundo álbum com a mesma capa de veludo, mas de cor diferente, e mais outros dois, em 1973 e 1975. Os discos reelaboram em estilo rock algumas músicas clássicas do repertório napolitano, além de novas composições que criam um interesse ainda maior do público.

Em 1971, participou do Festival de Sanremo com uma música de Pino Donaggio, “L'ultimo romântico”, que na sua interpretação não alcançou sucesso. Sucessivamente lançou a musica, “Frennesia” e “Amare di meno”.
No ano seguinte (72) lançou dois LPs, “Hits vol. 1” e “Hits vol. 2”. Outros sucessos em 1972 e 1973, “Un grande amore e niente più”, que venceu o Festival de Sanremo, e “Champagne”, escrito por Mimmo di Francia, e  que se tornou uma de suas mais célebres canções. Em 1974 e 1975, voltou à disputa de Un disco per l'estate, sem, no entanto vencer.

1970 - Em Genova 1970s - Com Giuliana Gagliardi em Napoles 1970s - Fazendo graça em Roma 1973 - Vencedor em San Remo recebendo cumprimentos de
Mike Bongiorno e Gabriella Farinon
 

1976 - San Remo novamente vencedor, recebe
o troféu de Vittorio Salvetti

Em 1976 venceu novamente o Festival de Sanremo com “Non lo faccio più”. No fim do ano lançou a inédita “Trovarsi e perdersi”.

Em 1977 obteve sucesso com “Incredibile voglia di te”.

1978 - Com Giuliana na Itália

Em 1978, o álbum Verdemela traz os sucessos “Fiore di carta”, versão italiana de “How deep is your love”, do Bee Gees, e “Auguri”.
Peppino e Giuliana finalmente se casaram em 78 e tiveram dois filhos: Edoardo e Dario.

Na década seguinte continuou sua carreira musical obtendo outros sucessos como “Tu cioè”, “E mó e mó” e “Il sognatore”.

Em 1982, lançou um disco de enorme sucesso, “Juke Box”, no qual reinterpreta clássicos dos anos 60. A execução do coro no álbum é da pop-band napolitana “Il Giardino dei Semplici”.

Representou a Itália no Eurovision Song Contest, de 1991, com “Comm'è ddoce 'o mare”, cantada em napolitano, foi a primeira vez que a Itália enviou uma canção não cantada em italiano e a primeira vez que um país que organizou o evento enviou uma canção com uma letra numa língua minoritária. Terminou em sétimo lugar.

Em 2008 festejou cinquenta anos de carreira musical. Em 20 de outubro, aniversário do lançamento do seu disco de estréia, promoveu um concerto no Teatro Alferi, de Turim, cidade à qual estava ligado por causa da ex-mulher Roberta.

Detém junto a Milva e Toto Cutugno o recorde de participações no Festival de San Remo, 15 vezes. Venceu os festivais de San Remo em 1973 e 1976 e conquistou também o Festival de Nápoles em 1970.

2010 - Capri, Itália 2012 - Los Angeles USA 2015 - Pink Tie Ball Cocktail - Roma 2017 - New York USA

Em maio de 2013 lançou uma nova música em língua napolitana intitulada “A voglia 'e cantà”. Em dezembro, por ocasião do quadragésimo aniversário do seu sucesso “Champagne”, lançou uma nova versão acompanhada de um videoclipe realizado pela casa de produção Tilapia Animation e apresentada no Capri Hollywood Festival.

2019 - Em show no Brasil

 

2019, prestes a completar 80 anos, em uma nova temporada no Brasil disse:
“- Aquilo que eu gosto de fato, e que mostra a verdadeira essência de meu país e sua música, são vozes de cantores que vão além de suas limitações pela faixa etária, e que poderiam se apresentar em qualquer lugar do mundo. Essa novíssima geração de artistas na Itália não representa muita coisa para mim." - Destak  (26/02/2019)

Em março, na turnê pelo Brasil que passou por Brasília, Curitiba, São Paulo e Rio de Janeiro, quando em Brasília disse:
“- Vir ao Brasil é sempre um prazer, considero o Brasil como minha segunda casa, pela simpatia, amabilidade e carinho com que sou tratado por aqui.” - Correio Brasiliense - 14/03/2019)
Chamada de uma reportagem no jornal LItalo-Americano Newspaper, também na mesma turnê:
“Uma geração inteira dançou e se apaixonou com seus hits. Ele é pioneiro em encantar o público com sua fusão de melodia italiana e rock”

Em 4 de julho de 2019 sua esposa, Giuliana Gagliardi, faleceu em Nápoles com 68 anos de idade, após 41 anos juntos.
 
Malatia, seu primeiro sucesso Saint Tropez Twist
Roberta - 1963 Girl (Lennon e McCartney - 1965
Un grande amore e niente più - San Remo 1973 Champagne 1973 (gravação de 2008)
Non lo faccio più - San Remo 1976 Il sognatore - 1987 (gravação de 2008)
   
 

Página inserida em 01/10/2019

 
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