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Fine Young Cannibals
Origem: site www.beatrix.pro.br/mofo/fyc.htm
Veja também: en.wikipedia.org/wiki/Fine_Young_Cannibals 
Ligue o som e ouça trechos das músicas

Em 1989, o mundo foi pego de surpresa com a canção "She Drives me Crazy" de uma banda de nome estranho e um disco para lá de perfeito. O disco vendeu 15 milhões de cópias e ficou três meses encabeçando a parada norte-americana  e o grupo amealhou incontáveis prêmios.

Após dois discos de estúdio, um de remix e uma coletânea, sumiram do mapa e pararam com tudo. Apenas em 2002 o cantor Roland Gift, dono de um fraseado rítmico sensual e até exótico voltou com um interessante álbum-solo. 
Essa banda que regravou "Suspicious Mind" de Elvis e que produziu grandes canções como "Johnny Come Home", "Blue", "Good Thing", além do mega-hit já citado, merece ter sua história contada e as canções ouvidas.

A origem do Fine Young Cannibals remonta ao passado de outra banda, o The Beat, em 1983 o grupo acabou e Andy Cox (guitarra) e David Steele (baixo), tiveram que repensar uma nova banda. As audições para o posto foram exaustivas e mais de 500 cantores foram testados, até lembrarem de um jovem (21 anos) que tinha trabalhado como vocal de apoio para o Beat, era Roland Gift. Roland era um cantor diferente, com uma voz sem paralelo na Inglaterra, natural de Birmigham, havia mudado para a pequena Hull aos 10. Sua primeira experiência musical foi como saxofonista em um grupo punk local chamado Blue Kitchen.

Roland acabou chamado para a banda que ganhou um sugestivo nome: Fine Young Cannibals, tirando do filme All The Fine Young Cannibals, de 1960, estrelado por Robert Wagner e Natalie Wood. No começo de 1985 conseguiram um contrato com a gravadora London Records. Gravaram uma demo de enorme repercussão que virou o primeiro hit, chamado "Johnny Come Home".

Com o sucesso, a gravadora quis imediatamente produzir um disco de estréia e Robin Millar foi escolhido para a função de produtor. Intitulado apenas Fine Young Cannibals, o disco é uma irresistível mistura de jazz, soul, pop, com o vocal totalmente diferente de Roland e que fez a imprensa britânica, chamá-lo de "versão inglesa de Marvin Gaye". O disco disparou nas paradas com vários compactos de sucesso: além de "Johnny Come Home", a beleza a elegância da letra de "Blue" (uma sutil crítica ao governo conservador de Margaret Thatcher), havia uma cover irrepreensível de uma mega sucesso de Elvis Presley, "Suspicious Minds". 

Rapidamente a gravadora lançou um disco picareta para capitalizar em cima do fenômeno do momento: The Raw & the Remix (1990). Mas todo sucesso acabou causando uma tensão incontrolável no trio que piorou quando em 1990, Roland recusou dois Brit Awards, avisando que o evento servia como propaganda para o governo conservador. A tensão aumentou ainda mais quando Roland avisou aos outros dois que iria sair em excursão com uma companhia de teatro ao invés de trabalhar em um novo disco. "Eu só queria ficar um pouco livre daquilo tudo. Não havia mais diversão, eram apenas telefonemas e cobranças em cima de mim. Me enchi de tudo e resolvi fazer algo mais simples."

Em 1996, saiu a coletânea The Finest, com duas canções inéditas, "The Flame" e "Since You've Been Gone". Esse foi o último disco.

Mas o que eles fizeram durante os seis anos em que nada lançaram e continuaram a existir oficialmente? Roland desistiu da música, pegou seus dois filhos e ficou dividido entre Londres, Hull, Birmigham e uma fazenda que comprou na Nova Zelândia. "Eu saí fora porque queria ver tudo de uma maneira mais direta. Andy e David já haviam feito sucesso antes (com o Beat), eu era o novato e me cansei daquilo tudo. Talvez eu fosse um tolo em abrir mão de todo o glamour, mas eu não sabia como encarar toda aquela pressão e responsabilidade. Desde então passei a me preocupar com a educação dos meninos, quero mostrar a eles o lado bom e passar um pouco da minha experiência. Eu acumulei dinheiro em todos esses anos, o suficiente para poder oferecer uma boa vida e sossego e acho que essa é minha mais importante missão. Eu cansei daquela coisa de símbolo sexual. Eu tenho uma boa voz, sou afinado, mas aquela palhaçada de 'nosso Otis Redding, nosso Marvin Gaye', soava mais como um constrangimento do que propriamente um elogio."

Discografia
Fine Young Cannibals (1985)
The Raw & the Cooked (1989)
The Raw & the Remix (1990)
The Finest (1996)

                                                       Discografia de Roland Gift
                                                       Roland Gift (2002)

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 Fine Young Cannibals 
 The Raw & the Cooked 
The Finest 

Página inserida em 13/07/2007  

 

 
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